Não sabemos amar...
Não que nós não tenhamos a capacidade cognitiva de tal coisa, mas é porque a nossa própria natureza não consegue mais do que expressar sentimentos inatos: paixões, encantos, sonhos, poesias.
Não sabemos amar porque o que fazemos é somente o que vem naturalmente do coração e não o que deveríamos fazer pelo outro, por aquele que não temos razão de fazer nada ou por alguém que só teríamos aversão. Sem buscar nem mesmo alguma compensação espiritual.
Não sabemos amar porque as mais doces paixões podem se transformar em amargas, pois a paixão precisa ser alicerçada pelo amor.
A paixão é acabamento, o amor é alicerce. O acabamento pode sofrer uma baixa, mas o alicerce tem que está firme para fazer sobre ele tudo de novo, dessa vez melhor e mais maduro.
Não sabemos amar, apenas sabemos reagir aos sentimentos. Apenas sabemos dizer com o coração e pensamos que já estamos realizados. O problema é que a linguagem do coração é baixa, quase imperceptível, a linguagem do ato de amor é alta. Tão alta que se pode ouvir dentro do nosso espírito e deixar-nos tranquilizados diante do grande labirinto da alma.
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